terça-feira, fevereiro 13, 2007

Desculpe lá, "faxavor"

De entre os milhões de gajos que habitam este nosso país e que têm a vantagem (sobre o comum cidadão) de terem sempre razão, há alguns gajos em particular que me chateiam.

Falo, em concreto, daquele tipo quarentão, bronco, que só sabe assinar de cruz e é todo armadão em bom porque conduz um Mercedes foleiro e ao fim de semana as gajas lá da terra querem ir experimentar o assento de "napa" a escaldar. Espero que tenham visualizado o fulano.

Estou eu a sair do meu local de trabalho, onde tenho direito a parque de estacionamento reservado (não, não tem uma plaquinha a dizer Rui d'Avintes mas se tivesse não me importava) e ao dirigir-me ao local onde estacionei, vejo o dito Mercedes, banheirão com estofos em "napa", todo porco e com ar de que saiu directamente do "Stander Sucata", a impedir-me a saída.

Vejo dois cidadãos à conversa ao lado da viatura e pergunto:

- Este carro é dos Senhores?

E responde o cidadão em causa:

- É meu.

Ao que aproveito para dizer, enquanto me dirigia para o meu "Avintes do asfalto":

- Então tem que tirar o carro porque eu preciso de sair.

E pronto. Foi assim. É certo que não usei expressões como "viatura", nem "V. Exa. desculpe lá qualquer coisinha", ou "Não se importava, se não desse muito incómodo". Mas não era o indivíduo que estava estacionado no meio da estrada, sem os quatro piscas ligados e a impedir a saída de um automóvel de um parque de estacionamento?

Pois é. O gajo responde, enfadado e com ar de cidadão vitimizado, porque ele é que tem sempre razão:

- Ao menos podia ser mais bem educado...

Ora toma, para não andar para aí armado em parvo e a pensar que posso sair do meu local de trabalho e ir para casa sempre que quero.

terça-feira, dezembro 19, 2006

Natal


Quero apenas deixar os meus votos a todos de um Feliz Natal e de um próspero ano novo.
Beijos a todos

domingo, dezembro 03, 2006

Impressões de um benfiquista na caverna do leão

Contrastando com a Duschy, são imagens de marca do Grande Genérico o seu enorme fair-play futebolístico, bem como uma crítica (por vezes demasiado dura) da equipa do seu coração, o Sporting.

Uma vez que o grande derby se aproximava e visto que nestas coisas o Genérico é também um altruísta, convidou-nos (a mim, à Ninocha e ao "Ninochão", todos do Glorioso) para assistir do alto do seu camarote viscondal ao grande evento. Aceitámos o convite, que muito nos honrou.

Já acompanhados do "Pai Duschão" - sportinguista sereno e que já viu mais futebol do que nós todos juntos - lá fomos para Alvalade, tentando chegar a tempo de poder usufruir do fausto repasto VIP anterior ao jogo.

A primeira impressão foi, obviamente, visual. Era tudo verde. Demasiado verde. Tão verde que até a sopa era caldo verde e o bacalhau no forno era acompanhado com um esparregado... demasiado verde.

Outra coisa em que reparei é que vê-se pouca gente com bigode! Caramba, futebol sem ver malta com bigode não é futebol. Enfim, estes sportinguistas são gente de hábitos faciais estranhos...

Apesar de na sala de jantar se encontrarem alguns benfiquistas, como seria de esperar viam-se viscondes por todo o lado, muitas garrafas de vinho tinto (ao menos o vinho não era verde!) e alguns charutos no bolso do casaco.

Já de estômago cheio, dirigimo-nos ao confortável camarote. A proximidade da claque dos No Name era reconfortante e o camarote do lado esquerdo estava cheio de benfiquistas. "Isto está-se a compôr", pensei.

Melhor fiquei decorridos dois minutos de jogo! O Rocha (sabe-se lá como!) marcou um golaço, o que fez com que os milhares de adeptos sportinguistas se calassem, em choque e sem acreditar no que já lhes estava a acontecer.

Agora, se pensam que isto já lhes estava a cair mal, imaginem o que aconteceu com o golo do Simão! É que podia ter sido qualquer outro jogador mas não. Foi o Simão!!!

Enfim, o Genérico perdeu a calma e soltou o já habitual e esperado chorrilho de impropérios à sua equipa e um convidado sportinguista de última hora apercebeu-se que nem os seus "oooomms" estilo budista davam força à equipa...

E era o gáudio de muitos benfiquistas que lá estavam e da claque benfiquista (que não se calou um segundo). Escusado será dizer que nesta altura já o "Ninochão" estava mais para o "Ninochólico", dada a rapidez com que a cerveja escorregava e a grande alegria sentida. Já o "Pai Duschão" pressentiu o que já se adivinhava. Eu e a Ninocha lá tentávamos consolar o Genérico mas, sem grande resultado.

Na segunda parte vieram as cerejas no topo do bolo.
A primeira, foram dois minutos ininterruptos de "Olés" da claque benfiquista enquanto o Glorioso trocava a bola. Que sonho. O pessoal de verde nem reagia, aliás, o Sporting tem a claque de férias? Onde é que eles estavam? A fazer a barba e a pintar tudo à volta de verde?
A segunda cereja é uma coisa que me faz muita impressão. Com a expulsão do Polga levantaram-se para aí uns quinhentos sportinguistas e foram-se embora. Não seria melhor apoiar a equipa até ao fim, tipo casamento, na saúde e na doença, na vitória e na derrota?!?

E foi assim. Contra as minhas espectativas ganhou o Glorioso com uma exibição (finalmente) conseguida, o que só vem comprovar que não percebo mesmo nada de futebol. Certamente tudo teria sido diferente se não tivesse sido roubado um penalti ao Sporting mas, não sei porquê, o senhor que veio do Porto arbitrar o jogo não apitou...

A noite podia ainda ter dado para o Genérico perguntar ao Scolari "Queres ser um dos meus?" mas, deixem-me que vos diga, este Genérico é muito tímido. Só lhe pediu para deixar o Ricardo no banco no próximo jogo da selecção, seguido de uma longa dissertação sobre o sentido da palavra mediocridade!

Como podem ver, foi uma noite em cheio. Mas, com tranquilidade.

Quanto às notas finais, resta-me dizer que o estádio não é tão feio quanto pensava (se calhar ajuda o facto de o relvado também ser verde) e os viscondes que nos rodeavam não tiveram outro remédio se não encaixar a derrota e pensar para com os seus botões "já não sei porque não fiquei em casa".

Pena foi não ter encontrado, no final, nem o João Braga, nem o grande Dias Ferreira.

Por último, um grande OBRIGADO ao Genérico (aliás, só mesmo ele para me fazer ir a Alvalade), que prova à saciedade que, afinal, há Sportinguistas com desportivismo e a saber que, umas vezes ganha-se, outras perde-se.

P.S.: Eh pá, era tudo mesmo MUITO verde. Faz uma confusão do caraças.

sábado, dezembro 02, 2006

Ricardo Rocha

quinta-feira, novembro 30, 2006



Do que falamos quando dizemos que um determinado encontro é muito mais do que um simples jogo de futebol? Falamos de jogos muito especiais que envolvem um ambiente muito próprio que se traduz em emoções fortes. Para que isso aconteça é preciso que seja um jogo decisivo, ou de uma fase avançada de uma importante competição ou que seja um econtro entre dois rivais históricos. Aqui fala-se da visão encarnada sobre o derby lisboeta, Benfica-Sporting. Há várias categorias de derbys, a saber:
A - receber o rival em casa;
B - jogar com o rival em campo neutro;
C - ir à toca do rival.

Podia desenvolver teorias para cada uma das categorias, mas vou ficar pela afirmação que é a categoria C a que mais mexe com a minha alma benfiquista. São várias as razões, a mais compreensível é que não há sensação melhor do que derrotar o Sporting no seu próprio estádio. Mas para que tudo isto faça sentido é preciso obedecer à condição de estar lá presente. Ver o jogo pela televisão retira a parte mais emocionante. Gritar golo num café, ou em casa não é mesma coisa do que festejar loucamente um golo na cara de 50 mil lagartos. Lagartos, sim! Para nós, os adeptos do Sporting nunca são leoninos ou sportinguistas, são lagartos. Depois há variações conforme a pessoa em causa. Lagarto é o comum mortal que se assume sportinguista, lagartão é aquele que abraça a sua causa com tanta paixão como eu abraço a minha causa benfiquista, lagartixa é aquele que desprezamos, lag é o diminuitivo "carinhoso" com que tratamos os nossos amigos mais chegados.Isto faz sentido explicar, porque apesar desta rivalidade imensa é preciso ter a sorte que eu tenho tido, e saber fazer desta relação "odiosa" grandes laços de amizade.

Afirmo aqui com orgulho que entre os meus melhores amigos estão lags que muito estimo e que fazem com esta rivalidade seja cada vez mais acesa.

Ultimamente tenho tido oportunidade de conhecer melhor amigos que vivem fora da minha área e que habitam bem a norte do país, tanto benfiquistas como lagartos. Cheguei à conclusão que uns e outros encaram estes derbys de maneira ligeiramente diferente da minha. É comum ter este tipo de desabafo com um benfiquista do norte: "Então, lá vamos ter de ir a Alvalade lixar os gajos..." e a resposta estranha-se: "Pá, isso não é muito importante, o que interessa é que o Benfica venha cá ganhar ao Dragão!". Isto é espantoso! Só mesmo pela geografia se pode entender este pensamento. Não há nada mais importante do que derrotar o nosso rival e vizinho! Quem vive o futebol há muitos anos como eu vivo, sabe que a rivalidade com os verdes é um sentimento omnipresente, todo o ano, todos os dias. Estar em contacto com lagartos faz com que estejamos sempre a picar e a agoirar.
Isto é assunto sério.
A mim ninguém me tira da cabeça que esta seca que o meu clube atravessa é um merecido castigo por tudo o que fiz sofrer aos meus colegas lagartitos (mais outra expressão bonita) durante a fase escolar, da primária ao fim do liceu. Foram anos e anos de massacre. Um gajo habitua-se aquilo , ano após ano a ver o rival sem ganhar nada de nada e não se contém. Nessa altura era habitual perdermos derbys em casa e fora, mas no final quase sempre acabávamos a rir, até na época dos famosos 7-1, fomos campeões.É a característica do derby "Raramente serás feliz à conta do vizinho rival". Ou seja, Benfica e Sporting podem ganhar títulos mas raramente conseguem arrancá-lo na cara do rival. Quando se consegue, claro, é o prazer supremo!

Há exemplos que espelham isto, uns traumatizantes outros deliciosos. O Sporting nos últimos dois títulos podia ter rebentado a festa nas trombas do seu rival. Podia mas não conseguiu, e apesar de nada ganharem os adeptos benfiquistas presentes nesses dois jogos no antigo estádio de Alvalade nunca esquecerão os golos de Sabry e Jankauskas. Quando se fala em derbys vem sempre a conversa dos 7-1, esse foi o primeiro jogo que fui ver ao campo inimigo com o meu clube. Lembro-me do trabalhão e das promessas que fiz aos meus pais para poder ir com os amigos mais velhos a Alvalade. Mais valia estar quieto... Mas há um encontro mais traumatizante do que esse, foi na Luz quando o Benfica tinha que vencer o Sporting para se sagrar campeão. Nenhum benfiquista acreditava noutro resultado que não fosse a vitória, a verdade é que em poucos minutos os desgraçados de verde e branco fazem dois golos. O FC Porto aproveita e vence o Vitória no Bonfim. O Benfica ainda reduz mas o título vai para as Antas com cumprimentos leoninos. Foi traumatizante.

Tenho para mim que mesmo que houvesse uma temporada catastrófica que fizesse com que os rivais de Lisboa tivessem que lutar para não descer de divisão, o estádio estaria sempre cheio quando as equipas se defrontassem. Um jogo destes nunca é definitivo, dura para discussões extensas que só são abafadas com a chegada de novo jogo. Até esta semana qualquer discussão com um lagarto teria de envolver a famosa frase "Já está!", com que um feliz locutor de rádio assinalou mais um lendário golo encarnado em Alvalade, o primeiro do novo estádio.

A partir de sábado novas incidências surgem para enriquecer a vasta história de confrontos com os nossos queridos inimigos. Domingo e segunda-feira lá vamos enfrentá-los no café, no trabalho, no supermercado, ao telefone. Só espero que o sorriso seja todo meu.

Tendo em conta a história recente do embate em campo verde, nós os benfiquistas, temos todas as razões para irmos confiantes. Nas últimas sete épocas, o Glorioso venceu por cinco e só perdeu duas!
Não troco este derby por nada, que me desculpem os adeptos de todos os outros clubes, mas este é "O" derby! Não há nada que se compare ao encontro destes vizinhos. É quando os opostos se cruzam. Durante noventa minutos encaramos cada lance como se fosse decisivo para resolver a eterna questão de quem é melhor. O coração bate mais depressa, um golo nosso é o tal orgasmo de que o Fernando "bi-bota" Gomes tanto falava, um golo sofrido é como ter o mundo a desabar nas nossas cabeças. É muita emoção que só se justifica pelo prazer de no final irmos ao encontro dos nossos rivais que no fundo são uns amigalhaços e que precisam tanto desta rivalidade como nós.

Já sei que só vale 3 pontos, mas a vitória em Alvalade é purificadora. Força Benfica.



PS: Post descaradamente gamado daqui.

quarta-feira, novembro 29, 2006

No more a nice guy


Mudam-se os tempos, muda-se James Bond. E para bem melhor!
Acabaram-se os tempos do herói que após despistar um tanque sai ileso, penteado e com a roupa impecavelmente passada a ferro.
Os maus já não são 100% maus e os bons já não são 100% bons.
Perdeu-se a faceta "encantadora" do antigo Bond e deu-se-lhe um lado "negro" e violento, cortando com os filmes anteriores sem, contudo, esquecermos que se trata do mesmo "007".
Brilhante!

quinta-feira, novembro 23, 2006

Acabou a Liga

Após muitos corações esperançados num "quase" milagre tendo o Sporting um grupo tão dificil, ontem este foi afastado da Liga dos Campeões.

Na verdade, antes do jogo já poderíamos prever o que se iria passar...quando uma equipa italiana está de aflitos ou em apuros para passar numa competição destas, quem lá vai sofre....

Parabéns ao Inter porque a vitória foi justa, mas o Sporting merecia melhor sorte pelo que fez. O seu erro foi entregar os pontos antes deste jogo....

Parabéns aos meus meninos e cabeça erguida para os próximos desafios.

Boa sorte ao Braga, Porto e Benfica.

quarta-feira, novembro 22, 2006

Alguém explica isto?

Já se sabe que há necessidade de ordenar o estacionamento,
Já se sabe que os carros são muitos na cidade,
O que ainda não se sabia é que agora existe também uma política activa de prevenção do estacionamento...

Moral da história:
As autoridades descobriram como resolver o problema de estacionamento, antecipando-o...

É a chamada política do «VARECEAPESEE - VAMOS REBENTAR COM ELES ANTES DE PENSAREM SEQUER EM ESTACIONAR...»

ESSES GRANDES MALANDROS!...

Vende-se pino

Vende-se pino anti-estacionamento de cor branca, em pedra, muito maneirinho (cabe na mala de um Yaris!) e em bom estado.

Fácil de transportar e com diversas possibilidades de utilização.

É ideal para:

- meter debaixo do seu carro e evitar a chatice de levá-lo à oficina, pois fica com uma desculpa para chamar o reboque;

- deixar de queixo caído os mais empedernidos polícias de trânsito lisboetas;

- fazer uma surpresa à sua mulher ou marido e levá-lo a jantar fora ao McDonalds às onze da noite;

- pregar uma seca valente ao grande Genérico (a quem publicamente agradeço a amizade e o cuidado).

Os interessados podem contactar-nos no blog.

Bom preço!

quinta-feira, novembro 09, 2006

Que engodo...

Depois da enorme desilusão causada pela revelação do nosso Amunike (refiro-me à revelação de que na música "Esta balada que te dou", Armando Gama não diz "um sonho lindo" mas sim "um sonho, um livro"), eis que eu descubro mais uma desilusão num dos pilares musicais em que se construiu a nossa infância.

Uma música que todos nós cantámos na escola é, afinal de contas, um hino à prostituição, quiçá à pedofilia (uma vez que a música se destina a crianças).

Refiro-me à música “As Pombinhas da Catrina”. Se clicarem no link que surge agora

Musica Infantil Portuguesa - As pombinhas da catrina.mp3
podem ouvir ao que me refiro.

Bem, o que me refiro é o seguinte:

(Embora a música não esteja completa eu analiso a letra na totalidade)



As pombinhas da catrina… Com atenção aprecebemo-nos que a música fala putas que têm como proxeneta uma senhora chamada Catrina (muito provavelmente vem da Europa de Leste e o seu nome escreve-se Katrina).


Andaram de mão em mão… meus amigos(as) as tipas eram rodadas até dizer chega…

Foram ter à Quinta Nova, ao pombal de S. João… Isto é o bordel da Katrina, O bordel de S. João que se situa na Quinta Nova.

Ao Pombal de S. João à Quinta da Roseirinha… é a filial do bordel… Estas meninas não têm descanso…

Minha mãe mandou-me à fonte, eu parti a cantarinha… a mãe deixou-a sair à rua e ela perdeu-se logo na vida… uma vaca é o que é!!!


Se tu és o meu amor,
dá-me cá os braços teus,
se não és o meu amor,
vai-te embora, adeus, adeus. …
Que desavergonhada… o que ela quer dizer é: “dás-me dinheiro e tens-me, caso contrário vai para o ca..lho”

Ao passar o ribeirinho,
água sobe e água desce,
(ribeirinho??? Sobe e desce???)
dei a mão ao meu amor,
não quis que ninguém soubesse.
(Deu uma mãozinha, não é??? É a chamada estimulação manual, ou em termos mais curriqueiros: a bela da punheta.)

Por ser o pombal tão estreito, (estreito é o caraças… está é completamente esgaçada…)
e asas termos pr'a voar,
nós voamos com tal jeito,
que não qu'remos já voltar.
(o atingir o clímax)

Se alguém nos vê passar,
diz: que lindos que eles são;
nós não queremos já voltar,
mas andar de mão em mão
. (Ou como diria o Zeca Afonso “venham mais cinco”… um autêntico bacanal!!!)


Sem ter beira nem patrão,
o voar é nossa sina.
- vão andar de mão em mão,
as pombinhas da Catrina.
(As putas deixaram a Katrina e trabalham por conta própria, talvez com um classificado manhoso tipo “oral guloso” ou “bumbum apertadinho”)

Esta é a verdadeira história das famosas “passarinhas”, muito possivelmente as primeiras de que nós gostámos!

Pois, é! Mais um mito quebrado. Mais um pilar da nossa infância que se destrói. Assim é difícil acreditar nas coisas mais inocentes.

Qualquer dia descobrimos que o Pai Natal era afinal um cabrão que foi apanhado a comer a mulher de alguém e ela inventou essa personagem para enganar o marido. Nesse caso o Natal é quando essa mulher quiser… se tiver lareira em casa.

Fico por aqui, pedindo desde já desculpa pelo léxico utilizado, contudo a revolta causada põe este impacto impede-me de fazer melhor.

domingo, outubro 29, 2006

O pior dia do ano

Pois é, o pior dia do ano já passou.

O Glorioso lá foi ao "diz que é um estádio" do fóculporto e, uma vez mais perdeu.

Mas desta vez o que me deixa triste não é o resultado. Até acho que no confronto de duas equipas que andaram muito perto da mediocridade (o fóculporto, sobretudo, depois da saída de Quaresma quando o Jesualdo pensou que já tinha o jogo "na mão") o Glorioso esteve muito bem na segunda parte ao recuperar da desvantagem e empatar o jogo. Grandes exibições, do lado Glorioso, do Katsouranis e do Mantorras e péssima (para não variar, nos últimos jogos) do Petit, que começo a achar ter sido clonado e substituído por um ET...
Para além do mais, o Jesualdo bem pode dizer que o 3.º golo foi fruto da força de vontade e do querer da equipa. Mas quem viu o jogo viu que foi apenas sorte, pois nos últimos momentos do jogo só dava Benfica...

Este ano o que deixou triste foram duas coisas, tendo ambas a ver com o meu Clube.

Em primeiro lugar, após a vergonhosa e orientada exibição do Xistra no jogo passado, o Senhor Veiga decidiu utilizar a já velhinha táctica da pressão sobre o árbitro do próximo jogo, dizendo aos quatro ventos "que isto tudo é uma data de gatunos, uma data de ladrões e uma data de chupistas"... A versão anterior era a célebre expresso do Octávio "Malvado": "Vocês sabem do que estou a falar...".

O hilariante da questão é que ontem, o famosíssimo "dedo no gatilho" Lucílio "Portista" lá andou a mostrar cartões amarelos aos jogadores do fóculporto e aos jogadores do Glorioso nada a assinalar, ou quase nada!

Meus amigos, num dia normal acham que o jogo acabava sem o Petit ou o Rocha expulsos?!? É que nem o Katsouranis que, soube agora, partiu o perónio ao Anderson, levou um amarelito de recordação do derby...

Como dizem as pseudo-betas com ar de porcalhonas do anúncio da netcabo: "Há coisas fantásticas, não há?".

Em segundo lugar, o que me deixou muito triste é que os problemas pura e simplesmente pessoais do Senhor Veiga estão a interferir na boa imagem do Glorioso. Então não é que o dito decidiu andar a "atirar" piretos para o público e a insultar (de acordo com a SIC) dirigentes e funcionários do fóculporto no final do jogo? Sinceramente...

Contudo, pensando bem, o Senhor Veiga é "Dragum d'ouro".

Afinal está tudo explicado!

quinta-feira, outubro 26, 2006

Incredulidade (ou o rosto da incompetência, já que não há corrupção no futebol)


Lembram-se de no post anterior eu ter falado no Santana?

Pois...

Vindo directamente da cidade "jóia incrustada na serra", junto um comentário de 2004 no blog "O terceiro anel", a propósito da sua nomeação para a final da supertaça. Para verem que nem tudo o que é Beirão é bom...

«1º classificado da temporada 2003/2004, com bastante surpresa, face a algumas arbitragens medíocres, a nomeação do árbitro de 30 anos, há 4 anos no escalão principal, surpreende por contrariar a expectativa da nomeação de um árbitro internacional para esta partida.

Árbitro há 11 anos, Carlos Xistra é um antigo praticante de futebol, tendo representado o Sp. Covilhã e o Estação, para além de ter sido campeão distrital de Futsal, ao serviço do Mata.

Apesar de algumas virtudes no aspecto físico, Xistra é um apologista do apito em riste, apitando muito e deixando pouco jogar. Para além disso, gosta muito de puxar pelos cartões, tendo, na última temporada, mostrado 94 cartões amarelos, 5 duplo-amarelos e 3 vermelhos, em apenas 14 jogos.

A sua estreia na SuperLiga aconteceu a 11 de Setembro de 2000, num Paços Ferreira-Beira Mar (3-2), onde expulsou o aveirense Óscar. Ao todo, já apitou 40 partidas na categoria máxima do futebol português.

Os seus auxiliares também já são conhecidos: José Ramalho, 37 anos, director comercial do Porto, 3º classificado em 2002/2003 e 2003/2004, e Luis Tavares, 26 anos, empregado fabril de Portalegre, que de 37º classificado em 2002/2003, 'subiu' a 11º classificado na última temporada».

Incredulidade (ou o que hoje é verdade, amanhã é mentira)

Acho que é ponto assente que houve poucos acontecimentos piores no nosso país do que o Governo Santana Lopes mas, não foi então que quiseram acabar com as SCUT e passar a aplicar taxas moderadoras na Saúde?

E não foi então que o PS se opôs veementemente a tais medidas?

Mal vão as coisas quando até já o Santana tem razões de queixa...

segunda-feira, outubro 16, 2006

Ao Galad

Muitos parabéns por mais esta conquista profissional.
Estou muito contente e orgulhosa por ti e sei que todos os kitozos comungam destes sentimentis comigo.
Agora força, coragem e perseverança para a nova etapa e vais ver que vais brilhar!
Um beijo de parabéns meu amigo

Voos mais altos se “alevantam”


Ao nosso amigo Galaad os votos de enorme sucesso.
Boa amigo, finalmente foi desta!!!

domingo, outubro 15, 2006

Dançar Stravinski




A SAGRAÇÃO DA PRIMAVERAde Vaslav Nijinski
O PÁSSARO DE FOGO de Uwe Scholz
OUT 20, 21, 27 e 28 às 21:00
22, 29 às 16:00
NOV 3 e 4 às 21:00 e 5 às 16:00

Alguém está interessado?

quinta-feira, outubro 05, 2006

Viva a República

quarta-feira, outubro 04, 2006

DE VOLTA

Olá caros bolguistas/amigos/kitozos/tantos e tantos outros rótulos...
Serve o presente post apenas para aparecer novamente neste meio.
Desde Julho que aqui não escrevia, e agora voltarei a aparecer.
Deixo-vos uma pequena provocação politica. Pelo que me constou esta tarde, (ainda não tive oportunidade de confirmar) o goverrno da república mandou suspender (já terá saído despacho em diário da República) os programas de incentivo ao desenvolvimento da nossa economia, no âmbito do PRIME e SIME.
A razão? Tão simples quanto existirem muitas candidaturas e eles (os funcionários públicos) não conseguirem analisá-las todas (vulgo dar despacho/vazão)
Isto é uma vergonha. Um bom sinal de retoma, empresas a se candidatarem para poderem crescer, aproveitando fundos comunitários para desenvolverem a sua actividade, gerando riqueza para elas e para o país, desenvolvendo a nossa economia, criando emprego, etc... e são impossibilitadas de o fazerem apenas porque os funcionários públicos preferem fingir que trabalham?
Porque é que se suspende o programa em vez de resolver de uma vez por todas o problema da "bandalheira" da função pública? Já mete nojo!!!
Já sabem o que vai acontecer, não sabem? no fim deste quadro de apoios, será divulgado que da totalidade do montante disponível apenas foi atribuído um quarto e o resto... LIXO!!!
E ainda por cima apenas 28% dos portugueses acham que portugal deveria pertencer a Espanha... Meus amigos, nós já pertencemos!!! (Pelo menos a nível económico), porque não formalizar isso mesmo e sermos uma "região autónoma" espanhola? Assim eles podiam dar algum espaço para sermos nós próprios, mas corrigindo todas as asneiras que vamos fazendo!!!
Além disso passava a fazer muito mais sentido dizer Olé!!!

domingo, outubro 01, 2006

Homem vs. Mulher

http://www.bozzetto.com/flash/fem_male.htm

A bebida da moda (pelo menos em Fátima)


- Verta algumas gotas de sumo de limão num copo highball.
- Junte entre 5 a 7 cubos de gelo (sempre em número ímpar).
- Corte um rodela de um limão amargo e coloque dentro do copo.
- Encha 1/2 copo com Gin Gordons.
- Deite água benta a gosto.
- Mexa durante 5 segundos.

E já está! O seu próprio Gin Bento está pronto a beber!